fé

 

Eu gosto muito de um episódio da Bíblia, em que Moisés está junto com o seu povo diante do Mar Vermelho, e o Faraó está chegando com o seu exército para matá-los todos.

Neste momento, Moisés sente de coração que deve tocar o Mar com o seu cajado e o Mar se abre, salvando seu povo e afogando o Faraó e seu exército. Um dos milagres mais bonitos da Bíblia.

Quantas vezes na vida não nos vemos nessa mesma situação, em que estamos batalhando por um sonho e, de repente, damos de encontro com um mar, sem ter mais para onde ir, sem nenhuma solução possível, parece que vamos ironicamente morrer na praia.

Mas não. Algo interno, algo vibra dentro de nós, algo nos diz que não acabou, que não chegou o fim. Esse algo, essa vibração, essa voz nos faz dar mais um passo, só mais um passo. E, ao continuar, um novo mundo se abre para nós, possibilidades que não havíamos pensado antes, oportunidades que não tinham surgido antes para nós.

Aparece alguém para nos ajudar, o dinheiro que faltava aparece nas nossas mãos, surge uma oportunidade de trabalho, você volta a se relacionar bem com a pessoa com quem estava brigada, são os milagres da vida.

Mas, para isso, você tem de dar mais um passo, não importa o quão cansado você está, não importa o quanto você está só e parece que não há saída nenhuma. Acredite, dê mais um passo.

E dar mais um passo pode ser olhar à sua volta com um olhar diferente, focar em encontrar soluções e não em alimentar os problemas, pode ser falar com aquela pessoa que você acha não vai ajudar em nada, poder ser entregar mais um trabalho, pode ser entregar mais um currículo, pode ser falar com aquela pessoa mais uma vez, pode ser ajudar o outro novamente.

A está além do esperar que Deus resolva as coisas para a gente. Deus nos coloca desafios no dia-a-dia para superarmos eles, para aprendermos, para amadurecermos, para estarmos mais preparados, para sermos mais felizes, para encontrarmos a solução, para darmos mais um passo.

Nós só descobrimos os nossos limites, quando nós ultrapassamos ele. Se pararmos antes, não saberemos do que somos capazes de fazer.

E todos nós podemos muito mais do que achamos que podemos.

Permita-se! Não acredite nas únicas opções que você tem. Sempre que achar que está chegando no limite, dê um passo a mais. Algo maravilhoso vai acontecer!

Alguns chamam isso de sorte. Eu chamo de .

   

FELICIDADE

Felicidade

Ao falar de felicidade, lembro de um dia em que estava tomando café com uns senhores mais velhos e um diz para o outro: “já fui rico, já fui pobre, com certeza prefiro ser rico”. E o outro responde: “também já fui rico e já fui pobre, eu prefiro ser feliz”.

Muito da nossa felicidade parece depender do que está à nossa volta, do externo. E, de certa forma, é verdade. Uma casa confortável, um trabalho interessante, uma família bem relacionada, um parceiro ou parceira que nos entende, um reconhecimento do chefe, uma viagem para a praia, enfim. Essas coisas nos deixam felizes.

Por outro lado, nada disso nos traz felicidade se não estivermos abertos para ela chegar. Às vezes, o pôr do sol, o dinheiro no bolso, o carro importado, uma declaração de amor, nada disso nos movimenta de verdade, parece que não é o suficiente, parece que a felicidade não chegou, apesar de acharmos que deveríamos estar felizes com aquilo.

E isso geralmente acontece quando não estamos bem com nós mesmos, como costumamos dizer. Se algo nos incomoda, se há uma tristeza, uma preocupação, uma frustração ou baixa autoestima, nada do que surgir ao nosso redor nos trará alegria, pois só teremos os olhos da tristeza, da preocupação, da negatividade para olhar para aquilo. O mundo é o que escolhemos ver.

E como sermos felizes?

Essa pergunta existe desde que o mundo é mundo e, infelizmente, não há uma resposta certa ou uma receita precisa, mas há propostas de caminhos.

Entendemos felicidade como um estado de espírito, um estado de paz interior, um estado de equilíbrio interno. Neste estado, não quer dizer que não há tristeza ou raiva. Podemos estar tristes, mas nós sentimos a tristeza, choramos e deixamos ela se esgotar e ir embora, abrindo espaço para todas as outras emoções.

O que nós buscamos não é não ficarmos tristes. A tristeza é importante para o nosso crescimento, para momentos de introspecção, para nos conhecemos melhor. Inclusive é a tristeza quem nos dá a noção do que é a felicidade.

O que buscamos é não sairmos do equilíbrio com tanta facilidade e, se entrarmos em desequilíbrio, voltarmos ao estado de paz com mais facilidade.

E isso não é algo pensado, que se entende e é possível fazer a partir do outro dia. Isso é um aprendizado. Ser feliz é um aprendizado e uma escolha.

E escolher não é fácil, pois, se você escolhe uma coisa, perde outra. Se for para escolher, que seja algo que te liberte, não que te aprisione. Felicidade é dizer sim para aquilo que você quer para a sua vida, e não para  aquilo que você não deseja ver mais acontecendo na sua vida.

É olhar ao redor com diferentes olhares. Nós sempre julgamos. Mas, quando olhar para algo, procure ver mais do que a sua primeira impressão. Sempre que você ver algo ruim, procure ver o que tem de bom naquilo. Assim como, ao ver algo bom, procure perceber o que tem de mau naquilo também.

Isso é um bom exercício. Ele amplia a nossa percepção sobre a realidade.

Outra prática interessante é olhar para si. Lá dentro. Pode não ser fácil, ás vezes, mas o que virá depois é maravilhoso.

Olhe para dentro e permita-se sentir o que há dentro de você e expresse. Procure expressar o que você sente, procure dar vazão ao que você sente. Expresse em desenho, cante, dance, ria, fale para o espelho, fale para quem tem de ouvir, bata no travesseiro, xingue a foto, mas coloque para fora.

Se você escolher ser feliz, será uma aventura e uma caminhada incrível. E, neste caminho, sendo rico ou pobre, sozinho ou acompanhado, jovem ou velho, tendo ou não tendo, você estará em paz e tranquilo.

Felicidade não é um lugar a se chegar, felicidade é um caminho a se seguir!

   

O QUE É SER TÂNTRICO

O que é ser tântrico

O Tantra é, um sua origem, um caminho de iluminação, uma jornada de encontro com o nosso eu mais puro, um encontro que possibilita uma vida de mais prazer, presença, sabedoria, paz, compaixão; e menos ignorância, sofrimento, inveja, raiva, rancor.

O propósito dos tântricos é viver uma vida mais plena, com mais presença no presente, fluindo na vida com mais prazer e com menos sofrimento, ou seja, estar presente durante as refeições, saboreando e sentindo cada garfada; aproveitar e curtir os momentos com os filhos ou com o(a) parceiro(a) de vida, sem estar preocupado ou angustiado com coisas externas; sentir prazer e ganhar energia com a profissão que se dedica; ser tocado pelas belezas que existem no dia-a-dia, no cotidiano. E tudo isso não como uma encenação ou algo fabricado: “ver beleza, pois tem de ser belo”, “curtir o momento, porque deve ser um momento a ser curtido”, “falar que está feliz no trabalho, porque o trabalho tem de ser algo prazeroso”. Não. Apesar da misticidade e de toda a poesia do Tantra, ele é um dos caminhos de transformação mais reais que existem. Ele não fabrica a realidade, pelo contrário, ele procura tirar todos os véus dos olhos para enxergar, sentir e entender a realidade como ela realmente é, por todos os seus ângulos, por todos os pontos de vista possíveis. Aí sim, ele usa e dança com a realidade da melhor maneira para ele. Ele usa a realidade e o seu relacionamento com ela a favor do seu autoconhecimento, do seu amadurecimento, do seu empoderamento, do seu crescimento.

O tântrico busca ser o protagonista de sua vida, seguindo o vibrar do seu coração, e não viver na normoze, numa vida automática, numa vida que apenas passa. O tântrico é aquele que tem o poder e a capacidade de escolher e realizar o que quer para si. O tântrico não escolhe por falta de opção, ele escolhe por criar infinitas possibilidades. Ele pode transformar os limões que recebe em uma limonada, mas, mais que isso, se ele deseja uma laranjada, ele transforma os limões em laranjas.

O tântrico opta por algo que o expanda, e não que o limite. E o mais importante, o tântrico se responsabiliza pelos seus atos. Seja qual for sua decisão, sua atitude, ele reconhece a sua responsabilidade sobre a consequência. Apesar de ser conhecido como o caminho da liberdade, ser tântrico não é fazer o que quer, mas sim, conseguir o que quer, sem perder energia e sem se machucar.

Ser tântrico é escolher ser feliz.

   

MEDITAÇÃO, UM ESTADO DE SILÊNCIO COMPLETO

MEDITO PARA ME ENCONTRAR OU PARA FUGIR DE MIM?

A meditação é, por definição, um estado de silêncio completo, a ausência de pensamentos, o momento em que a mente não existe mais. É um caminho de encontro com a nossa verdadeira essência, com a energia que cria e guia o universo.

As práticas mais comuns estão relacionadas a ficar quieto e em silêncio, apenas observando os pensamentos, sem se identificar com eles, até que eles desapareçam e sua atenção esteja direcionada apenas para a sua respiração, o som ao redor ou as batidas do coração.

Uns cinco minutos diários desta prática já fazem bastante efeito, nos sentimos mais leves, mais dispostos, vemos o mundo com mais clareza e tranquilidade, a cabeça parece estar mais relaxada para tomar decisões e as preocupações saem de cena.

Por outro lado, nem sempre isso é possível. A meditação é um momento de presença, de sentir o que se passa dentro de nós e, às vezes, podemos utilizá-la justamente para o contrário, para fugir dos pensamentos, para não pensar em nossos problemas, para fugir da realidade, para fingir que nada está acontecendo e que, na verdade, está tudo bem.

O que não funciona, pois, ao abrir os olhos, a realidade está ali. A meditação nos propicia uma clareza mental e vermos as belezas do mundo. Mas ver o mundo como se fossem só belezas é um engano, é fugir da sua realidade, é não se apropriar da sua responsabilidade.

Perceba se você utiliza a meditação como uma fuga ou como um caminho para se entender melhor, para se conectar mais consigo e resolver seus anseios.

Às vezes, meditar é justamente colocar toda a atenção em seus pensamentos, um olhar profundo para si, deixar os pensamentos desenrolarem, amadurecer as ideias, sentir o que os pensamentos provocam em você, o que você sente vontade de fazer ao pensar naquilo e resolver. Boa parte das vezes, meditar é sair da posição de lótus e tomar uma atitude na vida. Afinal, o nada fazer não é o não fazer nada.

   

HOMEM QUER SEXO PARA RELAXAR, MULHER TEM DE ESTAR RELAXADA PARA QUERER SEXO

Uma pesquisa coordenada por Carmita Abdo, psiquiatra sexóloga da USP, aponta que os homens colocam o desejo pelo sexo no mesmo patamar da necessidade de se alimentar. Já as mulheres, preferem um “sono saudável” a uma vida sexual satisfatória.

Isso porque o homem busca no sexo um relaxamento e, as mulheres, tem de estar relaxadas para querer o sexo. Ou talvez porque o sexo ao qual as mulheres estejam acostumadas seja tão insatisfatório, que é mais desejável uma boa noite de sono.

Se o sexo para a mulher estivesse dentro das suas expectativas, ele não seria tão prioritário quanto para os homens?

É certo que nossa sexualidade é bastante reprimida (mais ainda para as mulheres, por questões sociais, culturais e religiosas), que não falamos abertamente e à vontade sobre o sexo e tudo isso reflete na nossa prática. Não aprendemos a fazer sexo. Mal conhecemos o nosso corpo e corpo do outro, nem do que gostamos ou do que o outro gosta. Às vezes conhecemos, mas não sabemos fazer, ou não estamos dispostos a fazer, ou não estamos dispostos a conversar sobre o assunto. “O que o outro vai pensar?”. “Como ele ou ela vai reagir se seu disser que nosso sexo não está bom?”. “É melhor fingir que está tudo bem?”. “O sexo é um item desnecessário ou o sexo que estamos acostumados é desnecessário?”.

Necessário é um sexo pleno, com atenção, com comunicação, com toque, com carinho, com tempo, com conexão, com prazer, com choro, com riso, com pedido de desculpas, com pedido de “fica comigo”, com expressão de “eu te amo”. Um sexo frio, de entra e sai, sem perguntar como foi, na verdade, sem querer saber como foi, pois está estampado que foi uma porcaria, que foi “num susto”, que acabou antes de começar, que foi por obrigação, que foi para não ter de aguentar chatice depois, que foi para não ser pior do que ficar sem fazer; este sexo eu não quero.

Enquanto o homem achar que sabe fazer sexo, que o maior prazer se restringe à penetração e a mulher acreditar nisso, fingindo orgasmo, procurando prazer onde não tem e se culpando e sendo culpada por não estar sentindo ou demonstrando prazer, sim, é preferível dormir.

Não há muito segredo, o melhor sexo não é aquele regado à técnicas, fantasias e lugares afrodisíacos. Isso tudo ajuda muito, é super interessante e traz um plus para a relação e para o momento. Mas o importante mesmo está na comunicação entre os dois, na conexão, na permissão, na vontade de estar um com o outro. Conversar sobre a vida sexual, sobre como se sentem, sobre o que gostam e como gostam, sobre o que gostariam de experimentar, conduzir o outro na descoberta sobre você, permitir-se aprender um com o outro; este é o segredo. Quando isso acontecer, o lugar, a música, a fantasia, a estimulação mental não vai importar tanto assim, pois a conexão, o que vocês sentem naquele momento, no corpo, no coração, na alma, estará acima de tudo. Só vocês dois e o que vocês sentem existirá.

Consulte também: Delerium para Casais

   

MEDITAÇÃO NO TRABALHO

Meditação no trabalho

É POSSÍVEL PRATICAR MEDITAÇÃO NO TRABALHO?

Quando pensamos em meditação, pensamos em um lugar calmo, tranquilo, dentro de casa e quando ninguém vê. Porém, é possível praticar a meditação também durante o trabalho, para amenizar estresses a ajudar no foco e concentração.

Quais são dicas para começar a meditação no trabalho?

Claro, a meditação trata-se de um treinamento do cérebro e de um caminho de acesso e de conexão com as nossas sensações, emoções, pensamentos e vontades. Para tanto, um lugar calmo e tranquilo ajuda, mas não é essencial, o importante é estar aberto para entrar em contato consigo, colocar atenção no que está sentindo e observar os pensamentos. Geralmente, relacionamos meditação a ficar parado e em silêncio. No Tantra, por exemplo, as meditações são ativas, ou seja, elas estimulam o movimento, a respiração e a soltura dos sons. É uma prática de presença e de expressão do que se sente. No caso do ambiente de trabalho, é de extrema importância meditarmos, pois reduz a nossa ansiedade e estresse, melhorando as tomadas de decisões e a resolução de problemas.

Uma opção de exercício para quem está no trabalho é respirar profundo, colocando atenção na inspiração e na expiração. Pode ainda escrever ou desenhar o que está sentindo, pois nos conecta com o que as nossas emoções e as expressamos de alguma forma. Quando alguém nos irrita e incomoda, vale olharmos para a pessoa como se ela tivesse 5 anos de idade, o que nos ajuda a mudar o nosso julgamento sobre o outro e como nos relacionamos com ele. Ao identificar algo negativo em alguma coisa ou alguém, imediatamente encontre algo positivo (e vice-versa), isso nos ajuda a trazer novos olhares para o que vemos, influenciando a forma como nos sentimos sobre aquilo.

Para exercitar a meditação, o importante é entrar em contato consigo mesmo e ser sincero com o que sente. Sem brigarmos com o que estamos sentindo, com o que estamos pensando, o lugar não importa muito, o olhar para si e para suas vontades isso sim é o mais importante.

É possível meditar em qualquer lugar em um minuto e fazer uma significativa mudança no seu estado mental rapidamente, como proposto pelo “One Moment meditation”?. Para isso, é necessário prática diária?

Meditação é presença, é entrar em contato consigo e com o que está acontecendo no agora. Conforme praticamos a meditação, mais fácil se torna o acesso a nós mesmos, desacelerar os pensamentos, interromper as preocupações e viver o momento presente. Cada vez que meditamos, ou seja, que estamos mais presentes, a mente deixa de tagarelar e o nível de ativação cerebral diminui, abrindo espaço para o relaxamento e alterando o nosso estado mental para uma vibração mais tranquila, de quietude. Com isso, o cérebro ganha energia e volta com mais força, encontrando soluções com mais facilidade.

Por outro lado, ao parar por um minuto para ficar apenas no presente, abrimos espaço também para o real, para o que está na nossa frente, para o sol que brilha, para ouvir uma música, para perceber que alguém acabou de lhe dar bom dia e você mal respondeu, enfim, parar por um momento nos permite sair do automático da alienação e deixar ser tocado pelo mundo e por nossas emoções, ao contrário de passar reto a todas as coisas, focado apenas nas metas, nos problemas, no concluir os afazeres do dia.

A prática regular da meditação deixa o exercício mais fácil, além de se tornar algo habitual, ou seja, meditamos e estamos presentes sem esforço, sem precisar colocar a meditação na agenda.

Meditar não é questão de tempo, mas sim, de intensidade e conexão consigo mesmo.

 

   

DIA DA MULHER. POR QUE LUTAMOS?

Dia da mulher. Por que lutamos?

DIA DA MULHER. POR QUE LUTAMOS?

Em tempos da efervescente e incessante luta pelo respeito e ampliação dos direitos das mulheres, estava eu numa roda de ideias com os temas em questão bailando pelo salão, até que um dos presentes levanta a mão e expõe:

“Não entendo a luta de vocês, não percebo essa tão falada diferença  salarial entre homens e mulheres. Além do mais, estupro e assédio já são crimes, portanto não sei pelo que vocês lutam.”

O comentário vem como um meteoro, abrindo um enorme abismo de repudio e indignação.

Como assim não percebe a diferença salarial? Como assim estupro e assédio já são crimes, e isso basta?

Como se o fato de tipificar uma conduta como criminosa bastasse para tais práticas não acontecerem. Nenhum agressor pensa: “Nossa, quero assediar aquela mulher! Ah, mas é crime, né?! Então, não vou, eu cumpro a Lei!”.

Não, ao contrário, tais condutas continuam acontecendo, a criminalização acaba, em sua maioria, servindo apenas como punição de algo que já aconteceu, para remediar um mau feito, é sabido que estar tipificado em Lei pouco coíbe ou evita a conduta, apesar desta ser uma de suas funções.

E o questionamento continuava… “Para que vocês lutam?”

Realmente, Estupro, Assédio, Agressão, Homicídio são condutas já criminalizadas, para estas exigimos justiça e aplicação da Lei com vigor.

Nossa luta vai bem além disso, lutamos por tantas outras condutas abusivas acobertadas pelo véu da normalidade, que não são crimes, mas são prejudiciais e ofensivas tanto quanto:

Deixar de contratar uma mulher porque ela pode engravidar e entrar em licença maternidade não é crime, mas é absurdo e acontece todos os dias.

Gritar no meio da rua que uma mulher é “gostosa”, não é crime, mas é abusivo.

Olhar para uma mulher de maneira lasciva, não é crime, mas é constrangedor e incômodo.

Sugerir que mulher quando obtém um cargo de destaque o consegue por ter prestado favores sexuais aos seus superiores, e não por competência, não é crime, mas é maledicente.

Dizer que uma mulher é fácil, que usa roupa insinuante e que é meio safada porque gosta de sexo e, consequentemente, torna-se “meio” culpada pelas agressões e violência que sofre, não é crime, mas é desumano.

Justificar a conduta do agressor baseada na conduta da vítima não é crime,  mas é baixo e torpe.

Lutamos para diminuir os obstáculo galgados pelas mulheres, para nos colocarmos em pé de igualdade de direitos e pela proteção real desses direitos.

Lutamos mais ainda para mudar a cultura do achar natural fazer piadas e apontar uma mulher como um pedaço de carne, julgá-la pela roupa que veste, pelo número de parceiros que tem ou pelo modo que norteia sua vida sexual.

Nossa luta é contra essa mentalidade vil que não só aceita, mas contribui para que mulheres sejam apedrejadas moralmente sem nada fazer, vitimizando culpados,  procurando um motivo plausível para práticas monstruosas, e pior, culpando a vítima por ter motivado a conduta atroz do seu algoz.

Nossa luta vai muito além de engrossar o Código Penal, nossa luta é para mudar mentalidades como esta, que vivem num mundo fictício, tendo plena certeza de que tudo vai bem, que não há violência contra a mulher, que não há diferença salarial, que simplesmente ignora, por desconhecimento ou descaso, o fato de que uma mulher é estuprada a cada três horas e que a cada hora e meia uma de nós é assassinada pelo seu companheiro.

Se cobrir com o manto da Lei e empunhar a legislação em riste, aceitando e vomitando “já é CRIME” pode conformar a muitos, mas não deixa de ser uma postura covarde  que só faz fortalecer a cultura de falta de respeito pela mulher. Nossa luta é para tornar a mulher soberana da sua vontade, assumindo de vez seu espaço e assim estampando no mundo o seu valor como MULHER!

   

TANTRA PARA HOMENS

Tantra para homens

O Tantra é mais conhecido pelo seu sexo, aquele que pode durar o dia inteiro, com direito a hiperorgasmos. No caso dos homens, o que mais chama a atenção é possibilidade de manter uma ereção contínua por muito tempo e levar a parceira ao êxtase.

Claro, muito deste estereótipo está relacionado ao sexo que conhecemos, que nos é vendido, principalmente pelo conteúdo pornográfico. O que não é errado, mas é apenas uma parte do sexo. O sexo vai muito além da penetração, do entra e sai, das fantasias sexuais. Sexo tem conexão, liberação de odores (ferormônios), água na boca, toques sutis, pegadas fortes, boca, língua. O corpo, coração e mente por inteiros.

Tantra é isso também, mas tem mais, muito mais. Tantra é comportamento, é um estilo de vida. Logo, Tantra é um olhar sobre todos os aspectos da vida, seja sexo, amor, relacionamentos, família, trabalho, amizade, Deus, vida, morte.

E no Tantra, o Homem é aquele que sustenta. Esse “sustento” acabou se restringindo a “trazer o dinheiro para casa” em alguns momentos. Sim, as mulheres têm cada vez mais conquistado seu lugar no mercado de trabalho e sua voz dentro de casa. Mas o homem ainda traz a figura do masculino como o provedor, e o provedor de contas pagas.

O sustentar masculino é mais do que isso. Estamos falando de ser o suporte, os pilares, a terra, a base, o refúgio, o esclarecimento. E isso pode significar dinheiro e pagar as contas. Mas também significa ouvir, estar presente, dar conselhos, falar o que pensa, ajudar nas tarefas de casa, compartilhar sentimentos, dar carinho, dar presente, dar esporro, preparar o jantar, ajudar a cuidar dos filhos, falar que ela está bonita. É fazer o que precisa ser feito para a mulher brilhar.

Se estivéssemos num espetáculo de dança, por exemplo, a mulher é a atração principal. É ela quem dança e brilha e contagia a todos. É ela quem fantasia tudo o que vai acontecer. O homem é a base, a estrutura. É ele quem dá limites ao voar da mulher, se não ela pode cair e se machucar. O homem cuida de todos os bastidores da peça, da luz, do som, do abrir e fechar das cortinas. É ele quem torna possível o espetáculo para a mulher. Ele é suporte, ela é a dança.

No sexo tântrico está a mesma ideia. O homem é o sustento, ele é a base para a mulher voar, para ela se entregar, para ela mergulhar em si mesma, para ela entrar em êxtase. Êxtase este que não vem do homem. O êxtase é dela. Assim como o êxtase do homem é dele. Um não tem o poder de dar prazer ou orgasmo ao outro. O prazer e orgasmo são nossos. O outro pode acessá-lo, mas não dá-lo. E no êxtase conjunto, os dois vão juntos, como um só, ao encontro de suas almas.

Este é o homem no Tantra. Aquele que sustenta. O que não é fácil, pois, para tal, é preciso muita coragem e muita energia. É preciso saber falar e calar, agir e recuar, sobretudo, estar presente. Se o homem não toma as rédeas da situação, enquanto sustentáculo da mulher, ela não se sente segura para fazer seus rodopios e abrilhantar o espetáculo. Ela tem de ter total confiança no homem para se entregar e mergulhar em si mesma e, consequentemente, entregar-se por completo a ele.

O nosso trabalho busca este masculino, através do desenvolvimento da sexualidade, poder pessoal e espiritualidade. No meio do caminho, o homem vai alcançar a tonificação genital e a ereção prolongada. Mas não para por aí. O homem tântrico é aquele que mergulha em si e busca se conectar com o seu masculino. Uma energia potente, assustadora. É um amadurecimento equilibrado, de modo a não entrar em extremos, como o “machão”, que trata a mulher como objeto, ou o “menino desprotegido”, que busca nas mulheres a figura materna, mas sim, tornar-se homem, as raízes que darão plena sustentação para mulher alçar vôo.

No Tantra, o homem tem de aprender o caminho. A mulher já sabe, ela só tem de se lembrar. E ensinar ao homem.

   

TANTRA PARA MULHERES

Tantra para mulheres

Quando uma mulher sufoca sua essência, sua mulher selvagem, seu eu supremo, ela sente-se histérica e perdida, além de infeliz e exausta, parece que nada está em seu lugar, nada se encaixa, há uma insatisfação permanente. Esses são os sintomas que acometem praticamente todas nós mulheres, sejamos nós jovens ou velhas, donas de casa ou grandes executivas, ricas ou pobres.

Basta nos observarmos mais de perto, mais a fundo. Vamos lá, tente olhar para si sendo o único e exclusivo alvo do seu olhar e preocupação neste momento. Observe-se como se nada mais existisse ou exigisse sua atenção. Observe-se desnuda, não apenas de roupas, mas de conceitos, preconceitos e julgamentos, vá além do convencional, do previsível, do esperado, olhe-se por dentro, olhe para o seu corpo, mente e alma. Neste momento, provavelmente você vai tomar um susto. Um choque, eu diria. Foi assim comigo.

Este é o momento em que se dá conta de uma total e assustadora falta de si.

Não tenha pena de si mesma, não se vitimize, muito menos se culpe, puna ou flagele, esse é o resultado do raio X de quase todas nós. Estamos adormecidas, o nosso primitivo ancestral, nossa intuição, encontra-se em processo de hibernação há tempos. Fomos treinadas para sermos boazinhas, gentis, obedientes, bem comportadas, filhas, esposas e mães dedicadas. Devemos ser e fazer o que esperam de nós.

Carregamos uma ferida lacerada disfarçada por sorrisos que mascaram nossos rostos e nos tornam belas peças de decoração no cenário da vida. Nos foi roubado o direito instintivo de sentir, somos maquinas de agradar, de servir, verdadeiros jardim sem flores, rios de fluxo invertido.

Estamos morrendo um pouco a cada dia sufocadas não pela ausência de oxigênio, mas por não saber respirar. Temos tanto dentro de nós, mas está tão soterrado que, quando vem à tona, não sabemos o que fazer e acabamos sucumbindo pelo excesso, não pela falta.

Atualmente, tudo é tão apressado e superficial, temos que alcançar marcas, cumprir metas, acumular, a ordem mundial diz que o ter é o importante. Neste labirinto, o ser tornou-se desnecessário, não damos atenção para os nossos anseios, decidimos pelo que deve ser feito, não pelo que queremos fazer e, quando nos damos conta, percebemos que passamos a vida inteira lustrando uma caixa de nada, cheia do que não importa.

O Tantra busca despertar essa mulher, essa aí dentro de você e de mim,  que grita, urra e luta desesperadamente para se manter viva entre os escombros de nossas emoções. O convite é despertar essa mulher selvagem e primitiva desse sono profundo e apático e iniciá-la, trazê-la à  tona, apresentar-lhe sua sexualidade, o poder contido na sua libido, mais que isso, reconectá-la com o seu poder pessoal, amorosidade, sua capacidade de criação e integração com universo, não apenas como habitante dele, mas como parte real do todo. A mulher sabe o Tantra, só precisa se lembrar.

A ideia aqui não é tornar o Tantra uma caixa de Pandora, cheia de magia e ritualística complexa. Não, nós mulheres não precisamos, podemos se quisermos, mas não precisamos  nos confinarmos numa floresta com outras mulheres da mesma egrégora, entoando cânticos e dançando à meia noite em volta de uma fogueira com os corpos banhados pelo sangue sagrado advindo do nosso útero.

Ao contrário, a meta é descomplicar ao máximo. O Tantra é real e acessível a todos e em todos os momentos. Para lançar mão de uma vida tântrica não são necessários rituais rebuscados, o convite é ser tântrico a todo momento,  desenvolver um olhar tântrico sob os acontecimentos cotidianos e usar o Tantra sempre que precisar, pois ser tântrico é ter encontrado a porta de acesso para uma nova perspectiva.

As vivências ritualísticas são úteis e ajudam metaforicamente, ampliam a sensibilidade, além de funcionar como uma recarga de baterias, mas na “vida real”, infelizmente não é possível isolar-se e mergulhar em ritos a todo momento. Há decisões que devem ser tomadas nas salas de reunião, no trânsito, na escola das crianças, na fila do banco e que não comportam uma atuação mística. É a esse serviço que queremos também colocar o Tantra, trazê-lo pra vida cotidiana, no trato com pessoas ditas “comuns”. Queremos desmistificar e tê-lo ao alcance das mãos,  para toda e qualquer situação,  pois, mais que um conjunto de rituais místicos e práticas prolongadas, ele é um estilo de vida, um enfoque, um olhar. É muito mais uma viagem do que um destino.

   

TANTRA PARA HOMOAFETIVOS

TANTRA PARA HOMOAFETIVOS

 

O Tantra tem por base a união das energias do feminino e masculino, representada por Shakti e Shiva, respectivamente.

Olhando rapidamente para este princípio, podemos ter a falsa impressão que o Tantra serve exclusivamente para homens e mulheres que mantém um relação heterossexual,  mas isso não é verdade.

O Tantra é um conceito aberto que não nega nem exclui nada, ele aceita e agrega tudo que possa de alguma maneira contribuir para desenvolvimento pessoal, bem estar, prazer e expansão da consciência física, mental e sensorial. Muitos o intitulam como Caminho da Liberdade e da Aceitação, por ser livre de conceitos rebuscados e limitações.

Há muito tempo é sabido que todo ser humano, independente do sexo, leva dentro si as energias masculina e feminina, somos passivos e ativos, bem e mal, claro e escuro. A dualidade desde sempre esteve presente em nossas vidas. O Tantra vai mais longe, acredita que essa dualidade em conjunto com nossa mente é quem nos faz ser como somos.

O Tantra é essencialmente democrático e serve a todos a quem ele busca. Desenvolvemos um trabalho personalizado para cada cliente que nos procura e, para o público homoafetivo, homens ou mulheres, possuímos um leque de produtos que oferecem a possibilidade de conhecer e experimentar toda a potencialidade do seu Ser por meio de práticas sensoriais desenvolvidas através de seu corpo. Trata-se de uma sensibilização profunda, que ressignifica e redimensiona todos os valores associados ao prazer e à sexualidade, como formas de alcançar estados meditativos, expansão da consciência e percepção.

Nosso trabalho não possui uma conotação erótica, pois promove uma real mudança de paradigmas, através de um processo que se inicia no corpo, mas reverbera-se de maneira profunda no espectro energético e espiritual. Novas referências de sensações físicas, do sagrado e do espiritual são descobertos durante o trabalho, abre-se uma porta de acesso para o novo. Antigos conceitos são transformados e assim novas e prazerosas experiências ganham espaço para acontecer. Trata-se de acessar todo o potencial que é seu, sempre esteve aí, mas encontrava-se adormecido, é um real despertar-se.

O Tantra é o conhecimento mais profundo que existe sobre a energia sexual, a energia vital. Seu uso correto é responsável pela sexualidade plena, elevação de autoestima, redescoberta do poder pessoal, desenvolvimento da amorosidade e sobretudo da força de atração. Apenas o Tantra vem por milênios ousando passar a todos os seus ensinamentos de maneira sutil e profunda.

   

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